Emails se tornam principal ferramenta para marcas


Entre vários aplicativos, redes sociais e plataformas, era difícil de imaginar que os emails seriam os novos salvadores. Por mais estranho que pareça, o email se mostrou o único canal de entrega garantida na internet. E por isso se tornou a nova preferência entre as marcas.

A estratégia de marketing através dos emails existe há 30 anos. Porém, quando falamos sobre a ferramenta para a geração de hoje, é quase como ensinar uma língua nova.

Isso porque Instagram, Twitter e WhatsApp se mostraram meios de comunicação mais agradáveis. No entanto, no mercado do marketing não anda funcionando. Principalmente no Facebook.

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Os emails, então, mostraram-se eficazes no combate contra os algoritmos. Afinal, os algoritmos ditam o que as pessoas veem, o que prejudica o trabalho da publicidade.

Para anunciantes, tanto grandes quanto pequenos, investir nos algoritmos de plataformas controladas pelo Google/Facebook se torna cada vez mais caro.

O email, por sua vez, apresenta vantagem para todos. Além de permitir que as marcas se conectem com seus clientes mais fiéis, há um acesso fácil ao botão de cancelamento da “assinatura”. Afinal, publicidade por email exige uma aceitação dos usuários, o que fortalece a fidelidade.

Essa mudança acaba estimulando criadores de conteúdo a desenvolver experiências autênticas e de alta qualidade focado na ferramenta do email.

A fábrica de jeans Hiut Denim é um exemplo de sucesso. A empresa se utiliza da estratégia há sete anos e divulga um boletim bem produzido para a distribuição via email. “Se alguém me perguntasse se prefiro uma lista de email que atinge 1.000 pessoas ou 100 mil seguidores no Twitter, eu sempre escolheria a lista de email. Porque você obtém muito mais negócios dos 1.000 emails”, demonstra David Hieatt, co-fundador da marca.

Ascensão do email? 

Segundo a Data & Marketing Association, o email continua dando o maior retorno por dólar investido em marketing. Porém, não estamos passando por uma retomada da ferramenta.

Apesar de que, segundo a empresa de pesquisa Radicatti Group, há um crescimento anual de 4%. Tanto que em 2018, houve um registro de 281 milhões de emails ao dia. No entanto, não há uma empresa que controle todos os emails.

Diferente do que acontece, por exemplo, com os tweets ou os posts do Facebook. Existem empresas, como a Adobe, IBM e Oracle que ajudam marcas a administrar o marketing e outras maneiras de comunicação por email.

Um dos motivos para esse sucesso do email na internet de hoje é que a ferramenta é um dos poucos padrões abertos que existem. Nesse caso, é difícil alguém exercer um controle, sendo que nenhuma empresa pode se interpor na relação entre remetente e destinatário.

Um outro é o crescimento da consciência de que as redes sociais podem não ser boas para nossa saúde mental e democracia. Esse pensamento levou muitos usuários reduzirem ou até abandonarem esse ambiente.

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Emails e o futuro

Por mais que toda essa admiração pelo email se demonstre viva, é quase impossível a ferramenta derrubar os serviços de buscas e as redes sociais. Até por todo o dinheiro que elas ainda geram.

“O mundo está distribuído de maneira muito densa por diferentes aplicativos e aparelhos. E por isso é preciso ter presença na mídia social, sites de vídeo ou serviços de busca pagos”, explica Bill Chestnut, cofundador e presidente-executivo da Mail Chump.

Caso você precise escolher entre um boletim via email e um chatbot é bom pensar em um importante quesito. É inevitável que aplicativos de chat vão chamar mais atenção do usuário. No entanto, eles exigem uma resposta imediata.

Há também a questão de que consumimos o email pelo celular quando nos convêm. E isso faz dos emails perfeitos para uma leitura mais lenta e atenciosa, em meio a um cenário que demanda uma atenção a todo momento.

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