Direitos autorais no YouTube: Não perca dinheiro!


A questão dos direitos autorais é o tópico mais delicado e complexo para youtubers. Sobretudo para os que são novatos na plataforma e não têm tanto conhecimento sobre o assunto.

De maneira simplificada, você não terá complicações se usar conteúdo 100% seu nos vídeos.

O problema é que muitas vezes não é possível fazer bons vídeos dessa forma, principalmente em canais sobre músicas, cinema, paródias, games, entre outros.

E o que é permitido usar sem violar os direitos autorais?

Não há uma resposta certa para isso. Teoricamente não se pode utilizar nada que não seja totalmente seu, a não ser que o detentor dos direitos libere o uso. Porém, isso não é muito comum, principalmente para influenciadores menores.

Além disso, há a possibilidade dos materiais sem direitos autorais, como trilhas brancas e imagens retiradas de bancos de imagens disponibilizadas em diversos sites, como o Pixabay e o Fotos Públicas.

O que não é totalmente garantido, mas geralmente da certo é usar trechos de filmes e músicas por até 15 segundos. Mais do que isso pode gerar transtornos.

Trailers de filmes também não costumam trazer problemas por se tratarem de conteúdos promocionais.

Quais complicações podem acontecer se houver violação?

Ao contrário do que alguns pensam, a penalização parte de quem tem os direitos e não do YouTube, então esse que determina o que acontecerá com o vídeo. Os possíveis problemas que podem ocorrer são:

  • Flag: É uma sinalização de que você não respeitou as regras, mas não implica na retirada do vídeo, apenas não haverá monetização dele. As flags nunca resultarão em algo mais grave para o canal.
  • Strike: Acontece quando o detentor dos direitos autorais não permite o uso do conteúdo e solicita a exclusão do vídeo. O youtuber que sofrer três strikes perde o canal.
  • Justiça: Pode parecer exagero, mas não é tão raro que o proprietário do conteúdo entre na justiça pelo uso indevido de material com direitos autorais.
  • Acordos: O dono dos direitos pode definir ainda três tipos de acordos com o influenciador. O mais comum é que ele receba todo o valor monetizado por aquele vídeo. Porém, dependendo do possessor, ele pode aceitar ficar com metade do valor e deixar os outros 50% para o youtuber, ou até liberar tudo para o influenciador, o que é mais raro.

Leis que variam de um país para o outro

Esse é outro ponto que deixa o tema ainda mais complexo. Os países têm leis diferentes e, portanto, o vídeo pode ter consequências distintas dependendo do território. É possível que o seu conteúdo seja tirado do ar na Alemanha, por exemplo, e permaneça intacto no Brasil.