Entenda porque executivos de redes sociais não as utilizam


Por mais que seja o fundador, Mark Zuckerberg não usa o Facebook como os outros usuários. Aos 33 anos, Mark tem uma equipe de 12 pessoas que controlam sua página. E essa é uma realidade comum entre executivos de redes sociais.

Você dificilmente pode adicioná-los como amigos e raramente são vistas suas publicações. E não pense que essa realidade é só no Facebook.

No Twitter, a realidade não é diferente. Dos nove executivos mais graduados da empresa, quatro tweetaram mais de uma vez por dia. Ned Segal, diretor financeiro, está na rede há mais de seis anos e fez menos de dois tweets mensalmente. O co-fundador Jack Dorsey, por sua vez, já fez mais de 23 mil tweets desde o lançamento do site. Por mais que seja uma quantidade boa, ainda é um número pífio perto dos usuários.

É um padrão aplicado no setor entre os executivos de redes sociais. Os usuários mais obstinados das mídias sociais raramente são aqueles que estão em uma posição de poder. Nesse caso, podemos questionar então que os próprios executivos de redes sociais não conhecem seus próprios sites, já que não os usam. Sendo assim, como eles melhorariam um serviço que nem menos eles usam?

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O que os executivos de redes sociais sabem que não sabemos?

Durante uma conferência na Filadélfia ano passado, Sean Parker, presidente fundador do Facebook, chegou a quebrar seu código de honra. “O processo de pensamento que entrou na construção desses aplicativos foi: ‘como consumimos o máximo de tempo e atenção consciente possível?'”.

Essa questão significa que as redes precisa nos dar um pouco de dopamina de vez em quando. Isso porque alguém curtiu ou comentou em alguma foto ou publicação sua. Assim, você vai contribuir com mais conteúdo. O que, no caso, é a exploração da vulnerabilidade da psicologia humana.

Também no ano passado, o ex-executivo sênior, Chamath Palihapitiya, disse que os ciclos de feedback de curto prazo criados estão destruindo a forma como a sociedade funciona. “Este é um problema global. Está erodindo os fundamentos centrais de como as pessoas se comportam. Eu posso controlar minha decisão, por isso não uso”.

A revelação de Chamath mexeu com a empresa. Tanto que foi emitida uma resposta reconhecendo as falhas passadas do Facebook. Dias depois, o site chegou a surpreender ainda mais quando divulgou resultados de pesquisas que sugeriam que a empresa fazia os usuários se sentirem mal. Isso se elas não postassem ou interagissem o suficiente.

Vício compulsivo 

Eles não acontecem acidentalmente. Na verdade, são um resultado da intenção de empresas como Facebook e Twitter de criar produtos viciantes.

Parker e Palihapitiya não são os únicos do Vale do Silício a revelarem desconforto com a natureza da tecnologia moderna. Em outubro do ano passado, o The Guardian relatou um número crescente de codificadores e designers abandonando cargos devido a desilusão.

“Muitos titãs da tecnologia são muito cuidadosos sobre como eles usam a tecnologia”, explica o psicólogo Adam Alter.

Ele também diz que a força de vontade pode ajudar acabar com isso até certo ponto. Nesta situação, deixar as coisas fora do alcance para o uso casual e desatencioso pode ajudar mais. No entanto, vícios são difíceis de quebrar sozinhos.

“É possível que em 20 anos nós olhemos para a atual geração de crianças e digamos: ‘Veja, elas são socialmente diferentes de todas as gerações'”, diz. Ou olharemos de forma mais positiva para as transformações.

Contudo, se você não conseguir reduzir o uso das mídias, siga o exemplo de Mark e já contrate uma equipe para usar as redes sociais por você.

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