Qual o potencial da realidade virtual no YouTube?


Muito discutido sobre ter – ou não – um futuro promissor, a realidade virtual ainda se mostra uma promessa. Mas, ainda que muito subaproveitada, ela pode ser uma oportunidade de produzir um conteúdo diferenciado no YouTube.

Como a tecnologia foi um dos segmentos mais comentados no ano passado, o YouTube claramente estava envolvido. Desde 2016 que a plataforma tem um aplicativo especial para a exibição de conteúdos mais imersivos em 360°. No mês passado o recurso foi disponibilizado para o headset do Samsung Gear VR. O principal aspecto do aplicativo de realidade virtual é que você pode assistir a qualquer vídeo usando um fone de ouvido de VR. Ao realizar o login da sua conta do YouTube, o aplicativo de realidade virtual usa recursos além do YouTube padrão. Além da pesquisa por voz, a interface dele permite manter vídeos em segundo plano enquanto pesquisa por outros. E também é exibida através do headset VR, ou seja, com telas de exibição e opções suspensas no ar. Bem na sua frente.

mês passado o recurso foi disponibilizado para o headset do Samsung Gear VR. O principal aspecto do aplicativo de realidade virtual é que você pode assistir a qualquer vídeo usando um fone de ouvido de VR. Ao realizar o login da sua conta do YouTube, o aplicativo de realidade virtual usa recursos além do YouTube padrão. Além da pesquisa por voz, a interface dele permite manter vídeos em segundo plano enquanto pesquisa por outros. E também é exibida através do headset VR, ou seja, com telas de exibição e opções suspensas no ar. Bem na sua frente.

Experiência de vídeos em realidade virtual

Ainda longe de ser uma tecnologia estabelecida, principalmente por não haver uma estabilidade de consumo, o seu potencial ainda é grande. Vídeos em realidade virtual fornecem experiências únicas. E isso pode ser muito explorado em diferentes setores. Na educação, por exemplo, poderia ser muito bem explorada para melhor compreensão dos detalhes.

Como caminhar visualizando detalhes do Coliseu ou olhar com mais detalhes a trajetória de um vírus pelo corpo humano, etc.

Aliás, este universo é o que aproveitaria de forma mais completa os recursos que a tecnologia fornece, transportando o jogador para dentro do game de forma mais realista. No YouTube, o aproveito também poderia ocorrer por parte dos influenciadores.

Com vídeos de viagens ou ventos – e até educacional – youtubers poderiam explorar para imergir ainda mais o espectador. E fazendo ele aproveitar o conteúdo de forma ainda mais completa. O Jovem Nerd chegou a realizar isso com os vídeos apenas em 360°. Mas que durou entre abril e novembro de 2016.

Mas então, qual seria a melhor forma de produzir algo de qualidade em realidade virtual?

Como fazer vídeos em realidade virtual

Para a realização de vídeos em 360° o primeiro passo é ter uma câmera que grave em 360º. Mas não necessariamente, é que ela vai economizar um trabalho maior. Porque também é possível produzir vídeos com conjuntos de várias câmeras e editar como se fosse em 360°.

O problema dessas câmeras especializadas está na qualidade do vídeo. Ainda não houve recursos para imagens mais nítidas no formato por exigência de mais imagens em uma única. E precisa entregar uma facilidade para o usuário controlar do modo que ele quiser.

No modelo Ricoh Theta, por exemplo, não há memória interna na câmera. O controle de fotos e vídeos é feito via Wi-Fi, e pelo celular você consegue visualizar o que está sendo gravado.

Outra maneira é usar plataformas e aplicativos. A startup WakingApp lançou um software capaz de permitir que qualquer usuário crie conteúdo em realidade virtual e aumentada. Sendo diretamente para desktop, ele funciona igualmente a softwares como o PowerPoint e Photoshop.

É possível realizar uploads de arquivos e manipular com ferramentas incorporadas e criar uma experiência em realidade virtual. No período de 2016 e 2017, o YouTube contou com grandes canais produzindo vídeos nesse formato, incluindo vários brasileiros. Entre eles, o já citado Jovem Nerd e até o

O problema foi mesmo na ideia do conteúdo. Atualmente, são poucos os que ainda usam a ferramenta. Até pela falta de tecnologias viáveis para um consumo completo e uma falta de oportunidades para usar a tecnologia da melhor forma possível.

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O futuro

Para experiências rápidas, ainda há conteúdo em realidade virtual. E até para campanhas. Recentemente, a Warner divulgou um vídeo em VR para a divulgação do longa “Megatubarão”. Isso demonstra o quanto a tecnologia ainda tem capacidade para construir conteúdos chamativos e interessantes.

Mas o problema ainda está na própria tecnologia. Não há um preço favorável pelo número de conteúdo e não há conteúdo o bastante justamente pelo preço alto. Falta ainda recursos serem melhorados para uma experiência mais completa. E se tornar barato ao consumidor e ao produtor.

Fica difícil dizer se a tecnologia tem um longo ou curto futuro no mercado de conteúdos. Mas, é inevitável dizer o quanto ela pode ser explorada pelos produtores com diversos tipos de conteúdo. Um mais imersivo que o outro.

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